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Projeto educacional apoiado pela Start é reconhecido pela NASA e tem professor como líder de hackathon internacional 

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Iniciativa desenvolvida em escola pública do Paraná ganha destaque no International Space Apps Challenge ao usar programação para ensinar astronomia e promover inclusão  

Um projeto educacional desenvolvido por um professor da rede pública do Paraná, com apoio do ensino de programação da Start by Alura, foi reconhecido pela NASA e ganhou projeção internacional. A iniciativa levou o professor João Marcos Brandet a ser escolhido como um dos líderes do International Space Apps Challenge 2025, o maior hackathon do mundo, promovido pela agência espacial norte-americana. 

Em 2025, Londrina (PR) foi uma das cidades-sede oficiais do evento, que reuniu participantes de diversos países para desenvolver soluções a partir de dados abertos da NASA. João Marcos leciona programação, robótica, física e matemática na rede estadual de ensino do Paraná, que adota oficialmente a plataforma Start by Alura nas escolas públicas. 

O reconhecimento é resultado de um projeto iniciado em sala de aula, no qual alunos desenvolveram jogos educativos para o ensino de astronomia, utilizando dados reais do programa espacial americano. Criadas inicialmente na linguagem Scratch, as soluções foram traduzidas para o inglês e evoluíram para um aplicativo que reúne jogos em diferentes linguagens de programação. A iniciativa foi um dos destaques do NASA Space Apps Challenge 2024, chamando a atenção de educadores de outros países.  

O trabalho do professor João Marcos, no entanto, vai além da tecnologia. Ele e seus alunos desenvolveram jogos acessíveis, utilizando Libras, Braille e, mais recentemente, a língua de sinais britânica. A iniciativa resultou em parcerias internacionais, como a estabelecida com a National Deaf Children’s Society, do Reino Unido, e rendeu ao professor um reconhecimento inédito: ele se tornou o primeiro não-britânico a receber o Prêmio de Diversidade e Inclusão da British Society for Immunology, em parceria com a Royal Society. 

“Esse prêmio não é só meu. É dos meus alunos, das escolas públicas e do Brasil. Começamos com uma turma sem professor de apoio, criando com papel e caixa de papelão. Hoje, temos projetos aplicados em escolas fora do país. É inacreditável”, comemora.  

Segundo o professor, o apoio da Start tem sido fundamental para integrar o pensamento computacional a projetos concretos dentro da escola, capazes de gerar impacto social e conquistar reconhecimento internacional. A metodologia permitiu que os alunos aplicassem conhecimentos técnicos a desafios reais, ampliando o acesso à ciência, à tecnologia e à inovação. “O mais valioso da programação é que ela nos ensina a resolver problemas. Não apenas com computadores, mas com lógica, empatia e colaboração. O aluno aprende a ouvir o outro, a mediar conflitos e a construir soluções em grupo. Isso vale para a vida”, comenta o professor. 

Como líder local do hackathon da NASA em 2025, João Marcos pretende dar continuidade na conexão entre escolas públicas de diferentes regiões do Brasil e de outros países. “A ideia é formar redes de pensamento crítico, colaboração e resolução de problemas globais a partir das escolas públicas”, explica 

Com uma trajetória marcada por ações concretas e premiações, o educador reforça que formar cidadãos críticos e sonhadores é o maior legado da educação com propósito. “Não é sobre ensinar fórmulas ou programar robôs apenas, é sobre plantar sonhos. Com propósito, até o impossível vira experimento”. 

Whatsapp da Start by Alura